sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Turma do Ballet Adulto
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A História do Ballet

O ballet é a dança mais complexa que existe...
Seus movimentos que não se limitam somente ao chão, exploram também o ar em saltos surpreendentemente belos. O preparo necessário para a execução de cada movimento, a graciosidade das bailarinas misturadas à força é o que dá toda a grandeza dessa arte doce e forte.
A História do Ballet
O ballet clássico é o desenvolvimento e a transformação da dança primitiva, que baseava-se no instinto, para uma dança formada de passos diferentes, de ligações, de gestos de figuras previamente elaborados para um ou mais participantes. A história do ballet começou há 500 anos atrás na Itália, balleto, --- de ballo (" dança" ) e ballare ("dançar" ). Nessa época os nobres italianos divertiam seus ilustres visitantes com espetáculos de poesia, música, mímica e dança. Esses divertimentos apresentados pelos cortesãos eram famosos por seus ricos trajes e cenários muitas vezes desenhados por artista célebre como Leonardo da Vinci. O primeiro ballet registrado aconteceu em 1489, comemorando o casamento do Duque de Milão com Isabel de Árgon. Os ballets da corte possuíam graciosos movimentos de cabeça, braços e tronco e pequenos e delicados movimentos de pernas e pés, estes dificultados pelo vestuário feito com material e ornamentos pesados. Era importante que os membros da corte dançassem bem e, por isso, surgiram os professores de dança que viajavam por vários lugares ensinando danças para todas as ocasiões como: casamento, vitórias em guerra, alianças políticas, etc. Quando a italiana Catarina de Medicis casou com o rei Henrique II e se tornou rainha da França, introduziu esse tipo de espetáculo na corte francesa, com grande sucesso. O mais belo e famoso espetáculo oferecido na corte desses reis foi o "Ballet Cômico da Rainha", em 1581, para celebrar o casamento da irmã de Catarina. Esse ballet durava de 5 a 6 horas e fez com que rainha fosse invejada por todas as outras casas reais européias, além de ter uma grande influência na formação de outros conjuntos de dança em todo o mundo. O ballet tornou-se uma regularidade na corte francesa que cada vez mais o aprimorava em ocasiões especiais, combinando dança com música, canções e poesia e atinge ao auge de sua popularidade quase 100 anos mais tarde através do rei Luiz XIV. Luiz XIV, rei com 5 anos de idade, amava a dança tronou-se um grande bailarino e com 12 anos dançou, pela primeira vez, no ballet da corte. A partir daí tomou parte em vários outros ballets aparecendo como um deus ou alguma outra figura poderosa.
Seu título “REI DO SOL" vem do triunfante espetáculo que durou mais de 12 horas. Este rei fundou em 1661, a Academia Real de Ballet e a Academia real de Música e 8 anos mais tarde, a escola Nacional de Ballet. O professor Pirre Beauchamp, foi quem criou as cinco posições dos pés, que se tornaram a base de todo aprendizado acadêmico do Ballet clássico. A dança se tornou mais que um passatempo da corte, se tornou uma profissão e os espetáculos de ballet foram transferidos dos salões para teatros. Em princípios, todos os bailarinos eram homens, que também faziam os papéis femininos, mas no fim do século XVII, a Escola de Dança passou a formar bailarinas mulheres, que ganharam logo importância, apesar de terem seus movimentos ainda limitados pelos complicados figurinos. Com o desenvolvimento da técnica da dança e dos espetáculos profissionais, houve necessidade do ballet encontrar, por ele próprio, uma forma expressiva, verdadeira, ou seja, dar um significado aos movimentos da dança. Assim no final do século XVIII, um movimento liderado por Jean-Georges Noverre, inaugurou o "Ballet de Ação", isto é, a dança passou a ter uma narrativa, que apresentaria um enredo e personagens reais, modificando totalmente a forma do Ballet de até então. O Romantismo do século XIX transformou todas as artes, inclusive o ballet, que inaugurou um novo estilo romântico onde aparecem figuras exóticas e etéreas se contrapondo aos heróis e heroínas, personagens reais apresentados nos ballets anteriores. Esse movimento é inaugurado pela bailarina Marie Taglioni, portadora do tipo físico ideal ao romantismo, para quem foi criado o ballet "A Sílfide", que mostra uma grande preocupação com imagens sobrenaturais, sombras, espíritos, bruxas, fadas e mitos misteriosos: tomando o aspecto de um sonho, encantava a todos, principalmente pela representação da bailarina que se movia no palco com inacreditável agilidade na ponta dos pés, dando a ilusão de que saía do chão. Foi "A Sífilde" ou “La Sylphides” o primeiro grande ballet romântico que iniciou o trabalho nos sapatos de ponta. Outro ballet romântico, "Giselle", que consagrou a bailarina Carlota Grisi, foi a mais pura expressão de período romântico, além de representar o maior de todos os teste para a bailarina até os dias de hoje. O período Romântico na Dança, após algum tempo, empobreceu-se na Europa, ocasionando o declínio do ballet. Isso porém, não aconteceu na Rússia, graças ao entusiástico patrocínio do Czar. As companhias do ballet Imperial em Moscou e São Petersburgo (hoje Leningrado) foram reconhecidas por suas soberbas produções e muitos bailarinos e coreógrafos franceses foram trabalhar com eles. O francês, Marius Petipa, fez uma viagem à Rússia em 1847, pretendendo um passeio rápido, mas também tornou-se coreógrafo chefe e ficou lá para sempre. Sob sua influência, o centro mundial da dança transferiu-se de Paris para São Petersburgo. Durante sua estada na Rússia, Petipa coreografou célebres ballets, todos muito longos (alguns tinha 5 ou 6 atos) reveladores dos maiores talentos de uma companhia. Cada ballet continha danças importantes para o Corpo de Baile, variações brilhantes para os bailarinos principais e um grande pas-de-deux para primeira bailarina e seu partner. Petipa sempre trabalhou os compositores e foi Tchaicowsky que ele criou três dos mais Importantes ballets do mundo: a "Bela Adormecida", o "Quebra-Nozes" e o "Lago dos Cisnes". O sucesso de Petipa não foi eterno. No final do século ele foi considerado ultrapassado e mais uma vez o ballet entrou em decadência. Chegara o momento para outra linha revolucionária, desta vez por conta do russo Serge Diaghilev, editor de uma revista de artes que, junto com amigos artistas estava cheio de idéias novas pronta para colocar em prática. São Petersburgos, porém não estava pronta para mudanças e ele se decidiu por Paris, onde começou por organizar uma exposição de pintores russos, que foi um grande sucesso. Depois promoveu os músicos russos, a ópera russa e finalmente em 1909 o ballet russo. Diaghilev trouxe para a audiência francesa os melhores bailarinos das Companhias Imperiais, como Ana Pavlova, Tamara Karsaviana e Vaslav Nijinsky e três grandes ballets sob direção de um jovem brilhante coreógrafo Mikhail Fokine, a quem a crítica francesa fez os melhores comentários. Os russos foram convidados a voltar ao seu país em 1911 e Diaghielev formou sua própria Companhia, o "Ballet Russo", começando uma nova era no ballet. Nos dezoito anos seguintes, até a morte de Diaghilev, em 1929, o Ballet Russo encantou platéias na Europa e América, devendo a sua popularidade à capacidade do seu criador em descobrir talentos novos, fragmento-se depois por todo o mundo. No momento atual as peças de ballet são cheias de variedades e contrastes. Trabalhos antigos como "Giselle" e o mundo inteiro ao lado de outros, como os baseados em romances de Shakespeare e ainda criações recentes assinadas por coreógrafos contemporâneos e dançadas também por bailarinos do nosso tempo. Qual será próximo passo? Na sua longa história, o ballet tomou muitas direções diferentes e, por ser uma arte muita viva, ainda continua em mudando. Mas, apesar das novas danças e das tendências, futuras existe e existirá sempre um palco e uma grande audiência para os trabalhos tradicionais e imortais
Ballet Clássico
O Ballet Clássico, ou Dança Clássica, surgiu numa época de intrigas entre os Ballets Russo e Italiano, que disputavam o título de melhor técnica do mundo. Sua principal função era expremer ao máximo a habilidade técnica dos bailarinos e bailarinas e o virtuosismo que os passos de ballet poderiam mostrar e encantar toda a platéia. Um exemplo deste virtuosismo são os 32 fouettés da bailarina Pierina Legnani em 'O Lago dos Cisnes', ato que fazia milhares de pessoas ficarem de boca aberta. Esses Ballets também se preocupavam em contar histórias que se transformaram basicamente em contos de fadas. Nestes Ballets procura-se sempre incorporar seqüências complicadas de passos, giros e movimentos que se adaptem com a história e façam um conjunto perfeito. No Ballet Clássico a roupa mais comumente usada eram os tutus pratos, aquelas sainhas finas de tule, marca característica da bailarina, pois permitiam que as pernas da bailarina fossem vistas e assim ficasse mais fácil verificar se os passos estavam sendo executados corretamente. Como exemplos de Ballets Clássicos temos o já citado 'O Lago dos Cisnes' e 'A Bela Adormecida'.
Ballet Contemporâneo
O Ballet Contemporâneo , mais conhecido por Ballet Moderno, foi criado no início do século e ainda preserva o uso das pontas e gestuais ainda muito próximos do Ballet Clássico. Neste estilo de dança a coreografias começam a ter ideologias diferentes. Não há mais uma história que segue uma seqüência de fatos lógicos, mas sim muitos passos do ballet clássico misturados com sentimentos. As roupas usadas no Ballet Contemporâneo são geralmente colants e malhas, como em uma aula normal, para dar maior liberdade de movimento aos dançarinos. É o estilo que vem antes da dança moderna, que esquecerá os passos clássicos, dando ênfase somente aos movimentos corporais. Seu principal difusor foi George Balanchine, em Nova York, com belíssimas coreografias como Serenade, Agon e Apollo.
FOTO: SOB A LUZ DA FAMA
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Sim, eu faço ballet. Algum problema?


na foto de Michael Peto, a bailarina Margot Fonteyn
Ballet Adulto, uma questão de atitude!!!
Sou muito feliz por isso, aliás felissíssima!
Foi uma das melhoras atitudes que tomei em 2009.
E estou adorando conhecer melhor vcs.
beijos em todas
Curiosidades
Margaret Hookham Fonteyn, conhecida por Margot Fonteyn, nasceu a 18 de Maio de 1919, no Reino Unido, e morreu no Panamá, em 21 de Fevereiro de 1991. Primeira bailarina absoluta do Royal Ballet de Londres e uma das maiores bailarinas de sempre. Foi muitas vezes partenaire de Rudolf Nureiev, com quem estreou O Paraíso Perdido (1967) e Pelléas e Mélisande (1969).
Ao longo da sua carreira dançou sempre com a mesma Companhia, onde foi um exemplo de modéstia e dignidade. Foi uma interprete de excelência do repertório clássico: Giselle, A Bela Adormecida, O Lago dos Cisnes e todos os que interpretou sob a direcção do coreógrafo inglês Frederick Ashton.
Tornou-se muito popular graças às versões filmadas das actuações do Royal Ballet.
Deixou de dançar no começo da década de 70. Aposentada, foi viver para o Panamá, com o marido que ficou inválido, após um acidente. Morreu de cancro em 1991.
A sua musicalidade e elegância tornaram-se a expressão máxima do que viria a ser o “estilo inglês”.
Aula de terça
Show!
Novidades, as coisas se engajando, tá ficando bonitinho, :)
Eu mesmo com a " patinha" machucada tava lá....
Nossa querida colega Ivani vai nos deixar, que pena :(
Temos que armar logo um bota fora, rs
beijos meninas
espero trocar muitas idéias com vcs...tenham certeza que respodeneri e ficarei muito feliz com as mensagens que vcs deixarem.
Novidades, as coisas se engajando, tá ficando bonitinho, :)
Eu mesmo com a " patinha" machucada tava lá....
Nossa querida colega Ivani vai nos deixar, que pena :(
Temos que armar logo um bota fora, rs
beijos meninas
espero trocar muitas idéias com vcs...tenham certeza que respodeneri e ficarei muito feliz com as mensagens que vcs deixarem.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
NOMENCLATURAS JÁ UTILIZADAS EM SALA
Plié - Uma dobra de joelhos ou joelho. Este exercício torna as juntas e os músculos mais flexíveis e maleáveis bem como tendões mais elásticos. Existe o plié, que é uma dobra não muito acentuada dos joelhos,
e o grand plié, onde a dobra dos joelhos é bem acentuada,
levantando os calcanhares quando já perto do chão na 1ª, 3ª e 5ª posição
Demi-plié - Joelhos meio dobrados. Todos os passos de elevação começam
e terminam com um demi-plié.
Pointe - A ponta do pé. As mulheres, e raramente os homens, dançam sobre a ponta dos pés em sapatilhas. A introdução dessa técnica no início do século XIX tornou possível o desenvolvimento da virtuosidade feminina, como múltiplos fouettés e sustento em uma só perna. Meia ponta é quando o (a) dançarino (a) se eleva com os dedos tocando o chão e o resto do pé elevado.
Adage, Adagio - Adage é uma palavra francesa derivada do italiano AD AGIO e significa devagar ou com descanso. Os professores ingleses de ballet usam ADAGE, a adaptação francesa, enquanto que os americanos preferem o original italiano. No ballet esta palavra tem significações:
uma série de exercícios do centro, consistindo de uma sucessão de movimentos lentos e graciosos que podem ser simples ou de caráter muito complexo, executados com fluidez e aparente facilidade. Estes exercícios desenvolvem a capacidade de sustentação, a estética, o equilíbrio e a pose correta, o que permite ao bailarino executar movimentos graciosos e certos. Os principais passos do adágio são pliés, développés, grand fouettés en tournant, dégagés, grands rond de jambes, rond de jambe en l'air, coupés, battements tendus, attitudes, arabesques, preparação para piruetas e piruetas;
Air, en l' - No ar. Indica: 1) que um movimento vai ser feito no ar, por exemplo, rond de jambe en l'air; 2) que a perna em movimento (após ter sido aberta na segunda ou na quarta posição) será levantada a uma posição de 45ª, 90ª ou 120ª.
Allegro - Vivo, esperto. Para todos os movimentos brilhantes e vivos. Todos os passos de elevação tais como entrechats, cabrioles, assemblés, jetés etc. obedecem a esta classificação. As qualidades mais importantes que se deve ter em mira num allegro são a leveza, a suavidade, o balanço e a vivacidade.
Arabesque - Arabesco. Uma das poses básicas do ballet, que tira o seu nome de uma forma de ornamento mourisco. No ballet, é uma posição do corpo, apoiado numa só perna que pode estar na vertical ou em demi plié, com a outra perna estendida para trás e em ângulo reto com ela, sendo que os braços estão estendidos em várias posições harmoniosas criando a linha mais longa possível da ponta dos dedos da mão à dos pés. Os ombros devem ser mantidos retos em frente à linha de direção. Os arabesques são geralmente empregados para concluir uma fase de passos, tanto nos movimentos lentos do adágio como nos movimentos vivos e alegres do allegro.
Balancé - Passo balançado. Este passo é muito parecido com o passo de valsa e é uma alternativa de balança, passando o peso de um pé para o outro. O balancé pode ser feito cruzando o pé na frente ou atrás. Quinta posição, pé direito para frente. Demi-plié, dégagé o pé direito para a segunda posição e desloca sobre o mesmo levemente em demi-plié cruzando o pé esquerdo atrás do tornozelo direito e inclinando a cabeça e o corpo para a direita. Pisa no pé esquerdo demi-pointe atrás do pé direito levantando este ligeiramente, e depois deixa-se cair novamente sobre o pé direito em demi-plié com o pé esquerdo levantado com um cou-de-pied atrás.
Battement/ Tendu - Batida. Uma ação de batida da perna estendida ou dobrada. Há dois tipos de batidas, grandes e pequenas. As pequenas batidas são: battements tendus, dégagés e relevés: esticados, apartados, batidos e levantados.
Battu - Batido. Qualquer passo embelezado com uma batida é chamado de pas battu. Exemplo: assemblé battu.
Cambré - Arqueado. Dobrar o corpo a partir da cintura, para a frente, pra trás ou pra os lados, a cabeça acompanha o movimento.
Changements - Troca de pés. Passos saltitantes na quinta posição onde os pés são trocados no ar.
Chainés - Uma série de voltas rápidas na ponta ou demi-pointe feitos em linha reta dentro de um círculo.
Chassé - Um passo no qual um pé lateralmente caça o outro para fora da sua posição.
Cloche - O pé passa da frente para trás através da primeira posição, seja num jeté ou tendue, por exemplo.
Cou-de-pied - Peito do pé. A parte do pé entre o tornozelo e a base da panturrilha é chamada de cou-de-pied.
Coupé - Um passo intermediário feito como preparação ou impulso para algum outro passo. Um pé corta o outro afastando-o e tomando seu lugar.
Dessous - Para trás. Indica que o pé que trabalha passa atrás do pé de base.
Por exemplo, em pas de bourrée dessous.
Dessus - Para frente. Indica que o pé que trabalha passa à frente do pé de base.
Détourné - Desvirado de lado. Um détourné é uma volta para trás na direção do pé de trás invertendo a posição dos pés. É sempre feito nas pointes ou demi-pointes. Há duas formas de détourné: demi-détourné e détourné completo, girando uma meia volta no pé da frente em direção ao de trás,
e conservando o pé de trás ligeiramente levantado ainda atrás.
Coloca o pé de trás na demi-pointe com fondu e acaba a volta com um demi-détourné.
Développé - Desenvolvido. Um développé é o movimento feito a partir de um retiré onde a perna é levantada para a frente, ou lado, ou trás, mantendo-a na posição.
Échappé - Um échappé é um passo de salto, onde os dois pés pulam fechados em quinta e trocam de lugar no ar, acabando em demi-plié no chão. Dependendo do caso, échappés são feitos da segunda para a quarta posição, os dois pés em distâncias iguais do centro original de gravidade.
Failli - Falho. Um movimento rápido feito em um só tempo. De um demi-plié na quinta posição, pula com os pés juntos e, no ar, vira-se deixando o ombro esquerdo para a frente.
No ar, a perna de trás abre para trás e, ao cair, escorrega para a frente,
enquanto a perna da frente fica em demi-plié.
Frappé - Batido ou bater.
Glissade - Deslizamento. Um passo onde, da quinta posição em demi-plié, é feito um jeté à la seconde com a perna da frente, tomando impulso para um pequeno salto onde a perna de trás fecha na frente.
Glissé - Escorregando, deslizando.
Pas de bourée - Existem vários tipos de pas de bourée, mas basicamente consiste em, de uma posição qualquer, o pé de trás pisar em demi-pointe ou sur les pointes onde estava, para então a outra perna se dirigir para o seu lado, pisando em seguida no chão e sustentando a outra perna, que vai de encontro à esta para fechar em 5ª posição.
Pas de chat - Um salto rápido e preciso, fechado em quinta ou em terceira posição. Através de um demi-plié, as duas pernas pulam e ficam dobradas no ar ao mesmo tempo que avançam de lugar. Os pés permanecem esticados.
Passé - Um movimento auxiliar no qual o pé da perna que está em movimento passa pelo joelho da perna de apoio, de uma posição para outra.
Piqué - Nesse passo deve-se tocar diretamente com a pointe ou demi-pointe do pé que está em movimento em qualquer direção ou posição desejada com o outro pé suspenso no ar.
Pirouette - Rodopiar ou girar rapidamente. Uma volta completa do corpo sobre um pé em demi-pointe ou pointe, sendo conseguida a força impulsora pela combinação de um plié com movimento de cabeça (spotting).
Relevé - Elevado. Uma elevação do corpo em pontas ou meia pontas, ponta ou mei -ponta. Há duas maneiras de execução para o relevé. Na Escola Francesa, relevé é feito suavemente, uma contínua elevação enquanto Cecchetti e a Escola Russa o usavam como um passo ágil. Relevé deve ser feito em primeira, segunda, quarta e quinta posição, en attitude, en arabesque, devant, derriére, en tournant,
passé en avant, passé en arriére e assim por diante.
Retiré - Uma posição na qual a coxa é levantada para cima de modo que
a ponta do pé fique encostada levemente no joelho.
Rond de Jambe - Movimento da perna em círculo. Ronds de jambe são usados como exercícios na barra, no centro e em adágio e são feitos à terre ou en l'air e pode ser sauté ou relevé.
Soubressaut - Um salto dado da quinta posição para frente (en avant, croisé ou ouvert en avant). Quando o corpo está no ar os joelhos e as pontas estão esticadas, o pé da frente deve esconder o pé de trás. Caia simultaneamente com os dois pés na quinta posição com o mesmo pé à frente que iniciou o salto.
Temps levé - Tempo levantado. Um temps levé consiste de um salto para cima e a volta para o mesmo lugar, sempre sobre uma perna só, com a outra em qualquer posição (na figura em coupe derriére); como em qualquer passo de salto inicia-se com o demi plié e também termina com o demi plié.
Tombée - Termo usado para indicar que o corpo cai para frente ou para trás na perna de movimento num demi-plié.
*** Informações cedidas por Pró Dinny, obrigada pró, rsrsrs :)
* na foto, eu e Lari, executando um plié
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Cuidados para quem vai começar
>> Não espere resultados rápidos; eles vêm, mas é preciso respeitar o ritmo do corpo
>> Não se espelhe em outros alunos; o que importa não é levantar a perna até o teto, mas executar bem o movimento
>> Como em todo exercício, é preciso constância; tente fazer, no mínimo, duas aulas por semana
>> Preste atenção na postura; peça ajuda ao professor para corrigir algum desalinhamento
>> Fique atento aos sinais de dor, principalmente nos joelhos e nos tornozelos
>> Cuide dos pés: o balé exige que eles suportem o peso do corpo por muito tempo; antes e depois da aula, massageie a planta, alongando os dedos
>> Não se espelhe em outros alunos; o que importa não é levantar a perna até o teto, mas executar bem o movimento
>> Como em todo exercício, é preciso constância; tente fazer, no mínimo, duas aulas por semana
>> Preste atenção na postura; peça ajuda ao professor para corrigir algum desalinhamento
>> Fique atento aos sinais de dor, principalmente nos joelhos e nos tornozelos
>> Cuide dos pés: o balé exige que eles suportem o peso do corpo por muito tempo; antes e depois da aula, massageie a planta, alongando os dedos
Balé para maiores

mais uma reportagem interessante.......
Revista Época
02/12/2004
EDIÇÃO Nº 342
COMPORTAMENTO
Balé para maiores
A dança entre adultos virou moda nas academias e reúne iniciantes apaixonadas pelas sapatilhas
ELISA MARTINS
Fabiano Accorsi/ÉPOCA
EXIGÊNCIA
As aulas para a turma madura respeitam os limites de faixa etária
Sai a música bate-estaca das academias de ginástica, entram as composições de Mozart, Beethoven e Bach. A combinação de clássicos e dança é a escolha da vez de adultos que encontraram no balé a fórmula perfeita para fazer bem ao corpo e ao espírito. São iniciantes que nunca fizeram aula ou praticaram apenas quando crianças. Nem de longe pensam em se profissionalizar. Dançam por puro prazer, sem se preocupar se a idade de usar sapatilhas já passou. ''A aula me dá energia, quando acaba parece que tenho 13 anos de novo'', conta a dona de casa Margot Nunes, de 62 anos, que fez balé quando menina. Depois que se casou, aos 21, ela deixou de treinar plié e pas-de-deux. Hoje, conta com orgulho que já fez aula com uma filha e a neta.
A moda tem se espalhado por vários espaços de dança e conquistou famosas. Apesar de já terem passado dos 30 anos, a cantora Fernanda Abreu e as atrizes Vera Holtz e Leticia Spiller são alunas assíduas. A dinâmica da aula é basicamente a mesma da ensinada à garotada. ''Fazemos aquecimento no chão, seguido de exercícios tradicionais na barra e movimentos no centro da sala'', explica Priscilla Teixeira, dona do Tex Studio de Dança. A diferença está na exigência. Afinal, a faixa etária dos alunos chega a ultrapassar os 60 anos. ''Não se cobra técnica apurada. Cada um vai no limite de seu corpo'', conta Priscilla. Professor há 30 anos, Jean Dubrul, da Patricia Sauer Arte & Dança, faz coro. ''Não é para ser sacrifício, mas prazer.''
CORPO EM FORMA
Fazer balé depois dos 30 anos tem muitas vantagens
Melhora postura, flexibilidade e equilíbrio
Fortalece a musculatura de pernas e braços
Afasta o risco de osteoporose
Trabalha concentração e disciplina
Reforça a auto-estima
E que ninguém pense que é puro revival dos tempos de balé na infância. Dançar dá trabalho. Entre tantos rodopios, dobrar joelho e ficar na ponta do pé, queimam-se calorias e a musculatura de pernas e braços se fortalece. Melhor: não há stress que resista aos encantos da música clássica. A lista de benefícios é grande. ''O balé melhora a postura, trabalha a concentração, a flexibilidade e a auto-estima'', enumera a professora Martha Lúcia Nogueira, da academia Arte em Movimento, no Rio de Janeiro.
Haja memória para tantas coreografias. ''O mais difícil é decorar as seqüências e sincronizar braços, pernas e cabeça'', diz a artista plástica Julieta Cavalcanti, de 38 anos. O ator Fábio Nascimento, de 27 anos, trocou seis anos de jiu-jítsu pelo balé há dois meses. ''Tinha certo preconceito, mas as aulas me deixaram mais à vontade no teatro.'' O único porém é saber de cor os nomes dos movimentos, todos em francês. Para não perder um só passo, Fábio comprou um dicionário.
Ballet Adulto
Aproveitem a reportagem da Folha de S. Paulo, de 27/11/2009, da coluna Equilíbrio
Força na sapatilha
Folha de S. Paulo
27/11/2009
Equilíbrio
Adultos procuram aulas de balé em busca de prazer e de benefícios físicos como melhora da força muscular, do equilíbrio e da flexibilidade
[...] O prazer e a qualidade estética proporcionados pelo balé são quesitos não-mensuráveis, mas que contribuem para tornar a técnica uma opção bastante atraente de atividade física
Alunos da professora Zélia Monteiro em aula de balé clássico para adultos na Sala Crisantempo, em São Paulo
IARA BIDERMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Responda rápido: qual é o esporte mais completo que existe? Se quiser a ajuda do Google, levará 0,25 segundo para receber a resposta. Em média, sete em cada dez páginas da internet apontam a natação.
Parece óbvio, mas uma pesquisa recente mostrou que, na comparação entre a natação e o balé clássico, este apresenta melhores resultados em sete de dez medidas de condicionamento físico. A conclusão é de um trabalho conduzido por Tim Watson, professor de fisioterapia da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Ele comparou o condicionamento e o desempenho de membros do Royal Ballet com o de nadadores da seleção olímpica britânica.
"O objetivo não foi dizer qual é a atividade mais completa, mas buscar as diferenças no perfil de condicionamento de cada atividade", contou Watson em entrevista à Folha. "Mesmo assim, apesar de as diferenças terem sido pequenas na maioria dos testes, elas existem e puderam ser medidas", afirma o pesquisador.
A maior surpresa foi no teste que mediu a força de empunhadura (força da mão ao agarrar um objeto), em que os bailarinos se mostraram cerca de 21% mais fortes do que os nadadores. Os praticantes de balé também obtiveram melhores resultados nos testes de flexibilidade e equilíbrio corporal (parado ou em movimento), o que já era esperado.
Os outros quesitos em que os bailarinos se saíram melhor foram salto à distância, salto em altura, porcentagem de gordura corporal e equilíbrio psicológico. Os nadadores ficaram à frente nos aspectos resistência, força nos músculos anteriores e posteriores das coxas e índice de massa corporal.
Para amadores
A pesquisa britânica foi feita com profissionais, mas pode servir para atletas amadores com uma queda para a dança. "O balé é uma forma de fortalecer os músculos sem encurtá-los e de trabalhar várias habilidades, como coordenação motora e equilíbrio, ao mesmo tempo. Esses benefícios da atividade podem ser obtidos por qualquer praticante, profissional ou amador", afirma Zélia Monteiro, bailarina e professora do curso de comunicação das artes do corpo da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.
Monteiro dá aulas de balé para um grupo de adultos na Sala Crisantempo, em São Paulo. Na mesma classe, profissionais de dança dividem a barra com amadores. Vários só começaram a dançar depois de adultos, contrariando a crença de que a atividade só serve para quem começa na primeira infância. "Hoje em dia, nem para profissionais isso é verdade. Não é preciso começar cedo, mas é fundamental que o aprendizado seja bem-feito, com um trabalho de consciência corporal bem fundamentado", pondera Sílvia Geraldi, coordenadora do curso de dança da Universidade Anhembi Morumbi.
O trabalho de consciência corporal e a busca da qualidade do movimento são as chaves para explicar o sucesso das aulas de balé para adultos não-profissionais. As aulas disponíveis ainda não são muitas, mas os locais que oferecem a atividade têm as salas lotadas de alunos bastante empolgados com o tipo de trabalho oferecido e com os resultados obtidos.
Benefícios
O que a técnica proporciona
>> Aumenta a força muscular sem encurtar os músculos
>> Desenvolve a coordenação motora
>> Melhora o equilíbrio
>> Favorece o alinhamento postural
Riscos
O que exercícios feitos sem orientação podem causar
>> Sobrecarga nos tendões do tornozelo
>> Lesões no joelho
>> Joanetes e deformação do pé
>> Lordose
Força na sapatilha
Folha de S. Paulo
27/11/2009
Equilíbrio
Adultos procuram aulas de balé em busca de prazer e de benefícios físicos como melhora da força muscular, do equilíbrio e da flexibilidade
[...] O prazer e a qualidade estética proporcionados pelo balé são quesitos não-mensuráveis, mas que contribuem para tornar a técnica uma opção bastante atraente de atividade física
Alunos da professora Zélia Monteiro em aula de balé clássico para adultos na Sala Crisantempo, em São Paulo
IARA BIDERMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Responda rápido: qual é o esporte mais completo que existe? Se quiser a ajuda do Google, levará 0,25 segundo para receber a resposta. Em média, sete em cada dez páginas da internet apontam a natação.
Parece óbvio, mas uma pesquisa recente mostrou que, na comparação entre a natação e o balé clássico, este apresenta melhores resultados em sete de dez medidas de condicionamento físico. A conclusão é de um trabalho conduzido por Tim Watson, professor de fisioterapia da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Ele comparou o condicionamento e o desempenho de membros do Royal Ballet com o de nadadores da seleção olímpica britânica.
"O objetivo não foi dizer qual é a atividade mais completa, mas buscar as diferenças no perfil de condicionamento de cada atividade", contou Watson em entrevista à Folha. "Mesmo assim, apesar de as diferenças terem sido pequenas na maioria dos testes, elas existem e puderam ser medidas", afirma o pesquisador.
A maior surpresa foi no teste que mediu a força de empunhadura (força da mão ao agarrar um objeto), em que os bailarinos se mostraram cerca de 21% mais fortes do que os nadadores. Os praticantes de balé também obtiveram melhores resultados nos testes de flexibilidade e equilíbrio corporal (parado ou em movimento), o que já era esperado.
Os outros quesitos em que os bailarinos se saíram melhor foram salto à distância, salto em altura, porcentagem de gordura corporal e equilíbrio psicológico. Os nadadores ficaram à frente nos aspectos resistência, força nos músculos anteriores e posteriores das coxas e índice de massa corporal.
Para amadores
A pesquisa britânica foi feita com profissionais, mas pode servir para atletas amadores com uma queda para a dança. "O balé é uma forma de fortalecer os músculos sem encurtá-los e de trabalhar várias habilidades, como coordenação motora e equilíbrio, ao mesmo tempo. Esses benefícios da atividade podem ser obtidos por qualquer praticante, profissional ou amador", afirma Zélia Monteiro, bailarina e professora do curso de comunicação das artes do corpo da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.
Monteiro dá aulas de balé para um grupo de adultos na Sala Crisantempo, em São Paulo. Na mesma classe, profissionais de dança dividem a barra com amadores. Vários só começaram a dançar depois de adultos, contrariando a crença de que a atividade só serve para quem começa na primeira infância. "Hoje em dia, nem para profissionais isso é verdade. Não é preciso começar cedo, mas é fundamental que o aprendizado seja bem-feito, com um trabalho de consciência corporal bem fundamentado", pondera Sílvia Geraldi, coordenadora do curso de dança da Universidade Anhembi Morumbi.
O trabalho de consciência corporal e a busca da qualidade do movimento são as chaves para explicar o sucesso das aulas de balé para adultos não-profissionais. As aulas disponíveis ainda não são muitas, mas os locais que oferecem a atividade têm as salas lotadas de alunos bastante empolgados com o tipo de trabalho oferecido e com os resultados obtidos.
Benefícios
O que a técnica proporciona
>> Aumenta a força muscular sem encurtar os músculos
>> Desenvolve a coordenação motora
>> Melhora o equilíbrio
>> Favorece o alinhamento postural
Riscos
O que exercícios feitos sem orientação podem causar
>> Sobrecarga nos tendões do tornozelo
>> Lesões no joelho
>> Joanetes e deformação do pé
>> Lordose
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